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Julho amarelo alerta para cuidados contra as hepatites virais


A campanha instituída no Brasil em 2019 e que deu cor e nome ao mês de julho tem por finalidade reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais

17.07.2020

Texto: Infeccologista, Dr. Daniel Junger

O Julho amarelo chegou e com ele o alerta contra as hepatites virais, doenças causadas pelos vírus A, B, C, D e E. O diagnóstico só é possível através da realização de exames laboratoriais. A campanha instituída no Brasil em 2019 e que deu cor e nome ao mês de julho tem por finalidade reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais, principalmente C e B, que são aquelas que têm potencial de cronicidade.

Globalmente há cerca de 257 milhões de pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B e cerca de 71 milhões de portadores de hepatite viral C. No Brasil, estima-se que haja mais de um milhão de infectados pelo vírus C. Em relação à hepatite B, essa prevalência é cerca de duas a quatro vezes maior.

Quando não diagnosticadas e tratadas, as hepatites virais crônicas podem evoluir para cirrose e até para o câncer do fígado. Geralmente tem curso assintomático, e a grande maioria dos portadores não sabe do seu diagnóstico.

Tanto a hepatite B quanto C podem ser transmitidas durante a gestação (daí a importância da sua detecção no pré-natal). A contaminação pode acontecer pela via sexual, colocação de piercings, procedimentos de tatuagem, bem como por meio do acesso a manicure/pedicure sem a devida observância das regulamentações sanitárias e de esterilização. O compartilhamento de objetos que possam ter contato com sangue como lâminas de barbear, seringas, agulhas, uso de drogas ilícitas, escovas de dente também podem oferecer risco de infecção.

Já a hepatite viral C requer cuidado especial para aqueles que receberam transfusão sanguínea antes de 1993 – ano em que a triagem sorológica de hemoderivados passou a ser realizada de rotina no nosso país. Aproximadamente um em cada 30 indivíduos nascidos entre 1945-65 pode estar infectado pelo vírus C, o que corresponde a aproximadamente 75% dos portadores.

Conheça mais sobre as outros tipos de hepatites:

A hepatite A (HVA) geralmente ocorre na infância e tem período limitado e determinado. No entanto, devido à possibilidade de evoluir para quadros graves com falência hepática e até transplante de fígado, a vacina contra HVA passou a ser oferecida pelo SUS e incorporou o calendário vacinal da criança a partir de 2014.

A hepatite E causa quadros agudos, geralmente sem evolução para gravidade. E assim como a hepatite A, sua transmissão ocorre pela ingestão de água e alimentos contaminados.

O vírus Delta ocorre preponderantemente na região da bacia Amazônica e é defectivo, ou seja, incompleto, que se utiliza de estruturas formadas por outros vírus para que sua replicação seja eficaz. Para a ocorrência da hepatite Delta, faz-se necessária a infecção prévia pelo vírus da hepatite B.

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